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Carl Gustav Jung

A vida de Jung

Seu pai era um pastor luterano, poliglota, e fez a tradução do Cântico dos Cânticos, que é um texto atribuído ao Rei Salomão, filho do Rei Davi, e esse texto é a base do pensamento maçônico, instituição que seu pai fazia parte.

Sua mãe possuía além de cultura, muito dinheiro e prestígio, herdado de sua família. Ela teve acesso às obras de  Helena Blavatsky, que era a base do pensamento de Rudolf Steiner, dentre outros atores que trata da integração dos saberes.

Jung nasceu em 1875 na suiça, recebeu o nome de seu avô (que era médico), e até os 9 anos foi filho único, vivenciando toda essa história de seus pais, mas sempre com suas próprias convicções teológicas que era origem de muitas discussões.

Desde pequeno Jung percebia uma dualidade dentro de si mesmo, tinha a percepção de existir duas personalidades, uma mais frágil e outra mais forte. Teve essa mesma percepção em sua mão, hora mais amorosa e hora mais rígida, e começou a observar essa ambivalência como características de todas as pessoas.

Com 13 anos, ouviu a conversa do pai com um amigo, na qual o pai diz que não sabe o que vai acontecer com ele (Jung), que talvez nem ganhe para seu próprio sustento. Nesse momento seguiu sua intuição e foi para a biblioteca de seu pai, que não era qualquer uma, o primeiro livro que leu foi de Schopenhauer, tornando-se obsessivo pela leitura, leu Schopenhauer, Nietsche, Kant, Goethe, todos os renascentistas, grandes filósofos. Com todo esse conhecimento ele compreendeu que a base da psique humana está na filosofia, depois na antropologia e na sociologia.

Em 1900 com 23/24 anos já possuía o título de médico, em 1902 era nomeado psiquiatra, e em 1903 ele passa a ser o primeiro assistente em Burgholzli, Manicômio Cantonal e Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique. Ganhou o título de “Cidadão Honóris Causa” criando o primeiro detector de mentiras, em seus testes, avaliando as reações fisiológicas/químicas do organismo através de um método de associação de palavras, percebeu que determinadas palavras atingiam determinados núcleos afetivos, ou seja, desencadeiam complexos, começando a desenvolver sua teoria sobre os complexos.

Ele teve conhecimento dos complexos mas não compreendia onde estavam, foi quando leu um livro de Freud que falava sobre inconsciente. Mandou seu livro sobre os complexos para Freud chamando muito sua atenção, resolvem se encontrar, encontro que ocorreu em 1907 e durou 13 horas ininterruptas. Essa relação durou aproximadamente 6 anos, onde houve uma rica troca de experiência, porém devido as divergências cultural, religiosa, espiritual, filosófica, histórica, antropológica, etc., houve um rompimento.

Durante muitos anos se dedica a sua principal obra, “O Livro Vermelho”, onde relata um mergulho profundo ao seu inconsciente, de reencontro com a sua mais pura essência, tornando-se a base de todo conhecimento da psicologia analítica.

“… tornou-se claro para mim que a meta do desenvolvimento psíquico é o si-mesmo. A aproximação em direção a este não é linear, mas circular… Compreender isso deu-me firmeza e progressividade, restabeleceu-se a paz interior. Atingira com a Mandala, expressão do si-mesmo, a descoberta última a que poderia chegar. Alguém poderá ir além eu não”

Fez sua passagem na primavera do dia 6 de junho de 1961, com quase 86 anos, em sua casa/torre de Bollingen. É significativo citar que na entrada de sua casa Jung colocou em latim os seguintes dizeres: “CHAMADO OU NÃO CHAMADO, DEUS ESTÁ PRESENTE”.